Texto abaixo retirado do livro Iniciação à Umbanda, editora Madras, Autores Diamantino F. Trindade, Ronaldo Linares e outro, página 29,30,31.
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" Quando Ronaldo Linares efetuou os primeiros contatos com Zélio de Moraes, indagou sobre a origem do ritual umbandista e ele fez os seguintes esclarecimentos: o rito nasceu naturalmente como consequência, principalmente, da presença do índio e do elemento negro. Não tanto pela presença física do negro, mas sim pela presença do Preto-Velho incorporado. Para ser mais preciso, no mesmo dia da primeira sessão, em 16 de novembro de 1908, pela primeira vez Zélio incorporou Pai Antônio. O Caboclo das Sete Encruzilhadas havia avisado que subiria para dar passagem a outra entidade que desejava se manifestar.
Assim, manifestou-se no corpo de Zélio o espírito do velho ex-escravo que parecia sentir pouco à vontade frente a tanta gente e que, recusando-se a permanecer na mesa onde ocorrera a incorporação procurava passar despercebido, humilde, curvado, o que dava ao jovem Zélio um aspecto estranho, quase irreal. Essa entidade parecia tão pouco descontraída que logo despertou um profundo sentimento de compaixão e de solidariedade entre os presentes. Perguntado, então, por que não se sentava à mesa com os demais irmãos encarnados, respondeu: Nego num senta não meu sinhô, nego fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco i nego deve arrespeitá...
Era a primeira manifestação desse espírito iluminado, mas a morte que não retoca seu escolhido,mudando-o para o bem ou para o mal, não hava afastado desse injustiçado o medo que ele, tantas vezes, sentiu ante a prepotência do branco escravagista e, ante a insistência dos seus interlocutores, disse: Num carece preocupá não, nego fica no toco que é lugá di nego... Procurava, assim, demonstrar que se contentava em ocupar um lugar mais singelo, para não melindrar qualquer um dos presentes.
Indagado sobre o seu nome, disse que era "Tonho", um preto escravo que na senzala era chamado Pai Antônio. Surgiu, assim, a forma de chamar os Pretos-velhos de Pai.
(...) Sensibilizado com tanta humildade, alguém lhe perguntou respeitosamente "Vovô, o senhor tem saudade de alguma coisa que deixou ficar na Terra? E este respondeu: Minha cachimba, nego, qué o pito que deixou no toco... Manda muréque buscá. Grande espanto tomou conta dos presentes. Era a primeira vez que um espírito pedia alguma coisa de material, e a surpresa foi logo substituída pelo desejo de atender ao pedido do velhinho. Mas ninguém tinha um cachimbo para lhe ceder.
Na reunião seguinte, muitos pensaram no pedido e uma porção de cachimbos dos mais diferentes tipos apareceu nas mãos dos frequentadores da casa, incluindo alguns médiuns que haviam sido afastados de centros kardecistas, justamente porque haviam permitido a incorporação de índios, pobre ou pretos como aquele e que, solidários, buscavam na nova casa, a Tenda Nossa Senhora da Piedade, a oportunidade que lhes fora negada em seus centros de origem. A alegria do velhinho em poder pitar novamente o seu cachimbo logo seria repetida, quando os outros médiuns já mencionados também passaram livremente a permitir a presença de seus Caboclos, de seus Pretos-Velhos e demais entidades consideradas não doutas pelos kardecistas de então, pobres tolos preconceituosos que confundiam cultura com bondade.
Desse fato surgiu um ponto de Preto-Velho muito cantado nos terreiros de Umbanda:
Minha cachimba tá no toco Manda muréque buscá Minha cachimba tá no toco Manda muréque buscá No alto da derrubada Minha cachimba ficou lá No alto da derrubada Minha cachimba ficou lá
Um outro ponto de Pai Antônio mostra o seu poder de cura:
Dá licença, Pai Antônio Que eu não vim lhe visitar... Eu estou muito doente Vim pra você me curar Se a doença for feitiço Pula lá em seu congá Se a doença for de Deus Pai Antônio vai curar! Coitado de Pai Antônio Preto-Velho curador Foi parar na detenção Por não ter um defensor Pai Antônio é Kimbanda É curador! É Pai de mesa É curador Pai Antônio é Kimbanda É curador!" ____________________________________________________________________
Tá aí uma parte importante de nossa história.
Repetirei o vídeo Defesa de Alabê da Ópera O Alabê de Jerusalém de Altay Veloso, que já dá a mensagem por si só.
A mediunidade é o processo de comunicação entre o Plano Físico e o Plano Astral; é a intermediação entre o nosso plano e os planos de outras dimensões.
Do ponto de vista histórico, a mediunidade não é um fenômeno recente, em antigos livros sagrados de diversos povos encontram-se referências quanto a existência da mediunidade, mas foi a partir das conhecidas obras de Allan Kardec, portanto a partir de 1857 (data da edição de sua primeira obra, “O Livro dos Espíritos”), esse assunto passa a ser mais difundido, passa a ser mais popularizado.
Mediunidade é um instrumento da qual o Astral Superior se utiliza para interferir em vários momentos, na evolução do planeta, seja orientando e ou dando inspirações e ensinamentos necessários ao homem.
Atuar como um intermediário entre planos diferentes não é uma tarefa simples, exige intenso e contínuo esforço de concentração, disciplina e trabalho. E nessa atuação há processos facilitadores e processos que dificultam. Portanto, é imperioso que o médium tenha conhecimento destes processos para o bom desenvolvimento e manutenção do seu mediunismo.
Todo processo mediúnico pode sofrer interferência seja do próprio condicionamento do médium, seja do ponto de vista de sintonia, por causas físicas, etc.
Vamos entender melhor essa questão de sintonia: o ser espiritual emite ondas de determinadas freqüências vibratórias e essas ondas precisam casar-se com a freqüência vibratória do médium. Exemplificando, vamos imaginar que a Entidade Espiritual utiliza a freqüência de um rádio FM para a comunicação e o médium sintoniza a freqüência AM. Neste caso, não há comunicação pois não há sintonia de freqüências.
E, ainda, o indivíduo médium precisa alimentar-se adequadamente através daquilo que ele vê, daquilo que lê, daquilo que ouve, daquilo que respira, além daquilo que ele ingere oralmente. Deve ser seletivo quanto à esses aspectos, pois tudo contribui para a harmonia de seu organismo mental, astral e físico.
O médium equilibrado e harmonizado propicia que haja um entrelaçamento mediúnico também equilibrado e, principalmente, que o processo mediúnico ocorra somente com as Entidades afins a seu mediunismo.
A Mediunidade não é prêmio ou castigo.É um compromisso de espíritos muitos endividados, exceto no caso dos raros médiuns, que vêm na Terra para cumprir determinadas missões.
A Espiritualidade concede a faculdade mediúnica para que através dela, o ser encarnado possa se lapidar dos erros pretéritos, trabalhando para seu próprio reequilíbrio e harmonia, através da prática da caridade. É uma excelente oportunidade para que sanemos nossos erros de uma forma mais rápida e coletiva.
Intrinsecamente ligada à responsabilidade, especialmente nos que militam na esfera do Movimento Umbandista, a mediunidade não torna as pessoas superiores às outras.
O médium que exerce com responsabilidade o mediunismo em favor dos outros, cumpre sua tarefa. De outra forma, quando ele se recusa, será cobrado quando do retorno ao plano astral.
TEXTO DE: Uma pequena discípula da Sagrada Raiz de Guiné.
Na data de ontem, no Templo de Fundamentos Umbandísticos do Sr. Ogum Beira Mar, do Irmão e Sacerdote Jean, realizou-se a palestra sobre Lei de Pemba, ministrada pelo Mestre de Iniciação da T.U.O. o Sr. Omar Belico dos Reis (Mestre Yatyçara), o qual demonstrou por A + B que o ponto riscado é o elo de ligação do Operador de Magia, do Médium Magista e do Mago com as forças divinas.
Umbanda tem Fundamento!!!
Parabéns Jean pela iniciativa, e meus respeitos Mestre Yatyçara por suas lições.
”O Iniciado é aquele que possui a lâmpada de Trismegisto,
O manto de Apolônio e o bastão dos Patriarcas.
A lâmpada de Trismegisto é a razão iluminada pela inteligência,
O manto de Apolônio é a posse completa de si mesmo que isola o
Sábio das correntes instintivas e o bastão dos Patriarcas é o socorro
das forças ocultas e perpétuas da natureza.” (Eliphas Levi)
Ontem vi o passado e o presente se fundir, e num passe de mágica a T.U.O. (Tenda de Umbanda Oriental) como uma máquina do tempo, chegou e nos levou ao passado de glórias de nossos Patriarcas e ao futuro onde homens e mulheres encontrarão a paz e a felicidade.
Estou muito agradecido por ter sido convidado pelo Irmão Wendel para ver sua Coroação Iniciática, e dos Irmãos Robson, Elenita e da Irmã Terezinha, e não esquecendo do batismo dos Irmãos Robério e Wagner.
Na Maestria de Mário Tomar, o Ritual foi belíssimo, com uma riqueza ímpar de simbolismos e de verdades iniciáticas.
A Raiz de Guiné teve uma noite onde o Sol espiritual iluminou a noite das trevas da alma.
Avante meus Irmãos Iniciados, coragem e força é o que lhes desejo!
“O homem que alcançou a grande realização é sereno, livre de pensamentos
comezinhos e de cuidados. Com o céu por teto e a terra por carruagem, faz
das estações seus cavalos de muda e do yin e yang, seus postilhões. Subindo
às nuvens, voga pela Via-Láctea, a par com o Criador (Tao). Premido para
diante, com a mente limpa de desejos comuns, passa às regiões celestes,
anda sem usar os pés, velozmente e todavia sem pressa, utilizando a chuva
para amaciar o caminho, o vento para varrer a poeira. Tendo o raio por chicote
e o trovão por eixo, voa a banhar-se no rio da Via-Láctea, daí descendo pelo
Caminho do Infinito.”(Taoísmo, John Blofeld)
Para encerrar deixo uma história:
Título : A amizade entre os Iniciados
“Como exemplo da verdadeira amizade, a tradição pitagórica conserva e reverencia a história de dois discípulos de Pitágoras: os amigos Pítio e Damon. Ambos conheceram-se em Krotona e juntos foram iniciados nos Mistérios Pitagóricos, tornando-se grandes amigos. Quis o destino, porém, que eles se separassem: Pítio, para casar-se com a formosa Calenthe; Damon, para retornar ao convívio com sua mulher e seus dois filhos em Sibaris, uma pequena cidade nas vizinhanças de Krotona.
Damon, voltando a Sibaris, voltou também à sua atividade política, que era a sua grande paixão. Como iniciado que era, procurou aplicar, na prática, tudo aquilo que, na teoria, aprendera com seu Mestre... e que poderia resumir-se numa só frase: ética na política. Em seus discursos, muito apreciados pelo povo, alternavam-se críticas e advertências aos governantes, conclamando-os a pautar suas ações somente para o bem comum, a paz social e a justiça equânime. Suas palavras, agradando o povo, desagradavam os ricos e os poderosos que, tramando nas sombras, com falsas acusações, levaram-no à masmorra e à condenação. Foi-lhe sentenciada a pena de morte e negaram-lhe até o tradicional e sacrossanto direito de, antes da execução, rever sua esposa e filhos.
A notícia de sua condenação injusta e da violação de seus mais sagrados direitos espalhou-se rapidamente, chegando a Krotona e aos ouvidos de seu amigo Pítio, que, nesse exato dia, celebrava com grandes festejos o seu casamento com Calenthe. Pítio, desculpando-se perante Calenthe, familiares e convidados, abandonou a festa e o cerimonial, partindo rapidamente para Sibaris. Chegou lá um dia antes da execução e foi direto ao palácio de Anacles, o governador, oferecendo-se como refém para que seu amigo pudesse sair da masmorra e dar o último adeus à esposa e filhos. Anacles aceitou a proposta, recomendando a Pítio, no entanto, que pensasse bem na insensatez de seu ato: se Damon não retornasse dentro de 24 horas, ele, Pítio, seria executado. Pítio respondeu que, entre dois pitagóricos, a desconfiança não existia e que, com certeza, seu amigo visitaria os familiares e retornaria. E assim sucedeu. Quando faltavam poucas horas para a execução, Damon reaparece, contrariando a opinião geral de que não voltaria.
Anacles,.comovido com essa bela demonstração de amizade, de caráter e de honra, cancelou a pena imposta a Damon e, mais ainda, convidou ambos a participarem de seu governo como ministros, declarando que “homens assim são exemplos a serem seguidos e constituem uma benção dos deuses para a cidade.” (Pitágoras Ciência e Magia na Antiga Grécia, Carlos Brasílio Conte)
Salve a memória do Grão Mestre Matta e Silva, que nos abençoou com seu legado, a Umbanda Esotérica.
O que é viver? Viver é nascer, passar pela vida e morrer? Ou é ter sucesso e fama? Será que a felicidade é privilégio dos bens sucedidos e famosos? Busque exemplos e verá que não existe essa relação,todos os humanos ,sem exceção estão sujeitos a fracassos,frustrações , doenças e a morte, não é? Mas, mesmo assim o homem valoriza mais o “eu matéria” que é frágil e transitório do que o “eu espírito”que é eterno e só se lembram dele, o “eu eterno”,quando há dor e sofrimento ou quando ouvem as pregações que se repetem de formas diferentes nas mais variadas ramificações religiosas.
A MISSÃO:
Existirá mesmo a missão? Como terei certeza que tenho a missão de ser um trabalhador da Senhora da Luz Velada “ Umbanda de Todos Nós”nessa encarnação? Veja a resposta: Siga em frente e o tempo contará para você assim: se a sua fé ,mesmo quando as coisas na sua vida estiverem difíceis, aumentar é sinal que você tem a missão,mas se nas horas difíceis a sua fé se esvair , é sinal que esse não é o seu caminho.
AFASTAMENTO E ABANDONO:
É muito comum na seara Umbandista, tanto os Filhos de Fé, como também os Pais de Santo afastarem ou abandonarem a missão por diversos motivos:
A falta de orientações e preparo podem levar tanto um como o outro à descrença, especialmente quando os seus problemas de ordem espiritual ou material não forem solucionados a contento ,assim existe uma afinidade ,mas não uma missão.
Quando o Pai de Santo começa a cometer deslizes e muitos erros,nesses casos pode ser que tenha mesmo uma missão e não conseguiu atravessar àquelas provas,mas poderá se levantar e recomeçar,errar é humano, persistir no erro é que pode ser problema.
Dificuldades relacionadas à saúde são lições que ensinam o médium a enxergar mais longe e estar atento quanto às vampirizações e as armações do baixo astral que se infiltra com sutileza confundindo e trazendo vários tipos de problemas, nesses casos o melhor é dar um tempo,cruzar as armas até sentir que está pronto para seguir.
RECADO
Irmãos de fé, é necessário dar maiores condições para que os Caboclos, Preto Velhos ,Crianças e os Exu Guardiões da nossa Umbanda falem mais alto em nossas Tendas, eles precisam da força da nossa fé, dos nossos corações limpos e de um ambiente em que todos vibram em mesma sintonia, a busca da caridade para os outros e para nós que somos os eternos pedintes, criando um ambiente de ordem, respeito, descontração, alegria e paz diante de um mundo cada vez mais atribulado que vivemos.
Que a Paz do N.S. Jesus Cristo, o nosso meigo Oxalá esteja em nossos corações!
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obs: texto também reproduzido no blog do irmão Jean .
É com muita alegria e satisfação que postamos uma pequena entrevista virtual que fizemos com o Sr. Omar Belico dos Reis (Yatyçara), músico, compositor e poeta o qual sem medir esforços nos respondeu as perguntas formuladas.
Mestre Yatyçara é discípulo direto de W.W. Da Matta e Silva, (Mestre Yapacani), coroado no 7º Grau da Raiz de Guiné.
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blog - Como e quando foi seu encontro com Matta e Silva?
Mestre - O Meu encontro com o Matta e Silva foi por volta de 11 de Setembro de 1974 quando li uma entrevista sua no Jornal “O Espiritualista”dizendo que residia em Itacuruçá por ordem espiritual , nessa altura eu já tinha folheado um dos seus livros “ Umbanda no Brasil “ e a partir daí o nome W.W da Matta e Silva ficou gravado na minha mente. Enviei uma carta para lá e logo recebi a resposta ,em seguida nos encontramos na Livraria Freitas Bastos no Rio de Janeiro e depois comecei a frequentar as reuniões em Itacuruçá.
blog – Como era o Velho Mestre como pessoa, no seu dia-a-dia, dentro e fora do Terreiro?
Mestre - Matta era um homem simples que escondia profundos conhecimentos da espiritualidade e da natureza humana, um verdadeiro Mestre.
blog – Passados tantos anos do advento da obra de Matta e Silva e Pai Guiné, vemos irmãos umbandistas que ainda não compreenderam sua obra, e o atacam sem o mínimo de respeito. Qual a sua visão sobre a Umbanda que o Sr. Conheceu na T.U.O. e a Umbanda de hoje?
Mestre - Eu não acredito na unificação da Umbanda, pois ela é uma só, mas é praticada de acordo com os graus de entendimentos e da evolução de cada um, há quem se aprofunde nos encantos dos seus mistérios e há quem a segue pela fé e razão, os dois juntos seria o perfeito, se nesse mundo houvesse perfeição. Os livros do Matta agradam alguns e desagradam a outros, foram escritos para esclarecer e alertar, assim sendo é natural que sejam criticados ou elogiados. A expressão ”Acredite quem quiser” faz parte de um ponto cantado da raiz de Guiné e diz tudo. (Obs. Um adendo do Mestre ) Para deixar mais claro: A Umbanda é um movimento de luz que veio para guiar os adeptos dos cultos afro-ameríndios etc... através do médium Zélio de Moraes... isso nós já sabemos e quanto a Umbanda ser popular ou esotérica é consequência de um estudo mais profundo ou não dos seus rituais e magia, mas, nem todo mundo está preparado ou tem cultura o suficiente para analisar um Arqueômetro e outros , e não é por isso que deixa de ser um médium muitas vezes extraordinário, o que mais importa é que tendo boa intenção vai atrair uma boa cobertura espiritual, porque os Caboclos e Pretos-Velhos não estão atrás de pessoas dotadas de grande cultura, a Umbanda é dos simples de coração e veja no livro "Macumbas e Candomblés" quando o Matta elogia e indica o centro do Capitão Lauro observe o Gongá cheio de imagens, etc... O Matta sempre falou sobre isso. A boa Umbanda Esotérica não está ao alcance de todos e temos de respeitar a boa Umbanda Popular.
blog- Fale um pouco do seu processo de iniciação. E nos dê um pouco da sua visão da importância deste processo para quem está no caminho da iniciação, ou que deseja trilhá-lo.
Mestre - O processo de iniciação deve começar junto com o amadurecimento do filho de fé, a empolgação deve ser alertada, pois o caminho é longo e árduo e nem sempre , por diversos motivos, consegue entregar a missão cumprida na íntrega aos pés do nosso meigo Oxalá.
Na Iniciação e no caminhar envolve uma vida de aprendizado, coisas da mediunidade, mirongas, pontos, etc...não bastam, o principal é o crescimento espiritual do individuo.
blog – Hoje notamos o distanciamento dos irmãos praticantes da Umbanda Esotérica, o que acabou dispersando um pouco aquele movimento crescente e envolvente que trazia luz para os Congás e para os buscadores de nossa Umbanda. Qual a sua opinião sobre isto? E o que pode ser feito para que aqueles que procurem, além dos livros, possam encontrar a verdadeira iniciação?
Mestre - Aí eu volto com a empolgação , é preciso saber levar a missão se você acredita nela, não crie ilusões, leia e releia as “Sete Lágrimas de um Pai Preto”, estude, medite e tendo fé vai encontrar a paz,serenidade, a luz que existe num gongá de Umbanda.